21 de dezembro de 2009

Matheus



Meu querido, as vezes a gente se estressa, mas também tu me tira d sério com tua teimosia, e tu sabe disso. Esse ano tu melhorou muito, na escola então me surpreendeu tanto, me orgulhou muito quando eu recebi teu boletim e tua médias estavam todas acima da média. Passou sem recuperação e já está de férias mais de quinze dias.

Parabéns futura Doutora Camila!




Esse ano não foi fácil hein? Tu mudou de colégio e te te viu numa ambiente totalmente novo e muitas vezes nós concluímos que o melhor era não mudado de colégio, mas serviu pra muitas coisas essa experiência, pra conhecer novas pessoas e conhecer melhor outras já conhecidas, tu não quis ir pra Porto Seguro e eu queria que tu tivesse ido porque não queria te ver triste e sozinha nas férias, mas tu com tua personalidade decidida achou melhor não ir.Te acho tão adulta ás vezes que tu parece a minha mãe, sério, acho que em alguma ancarnação tu já foi minha mãe.
Lembro do teu esforço estudando, te matando de estudar e me falando, eu não aguento mais estudar números e eu te falei, pensa que se tu estudar muito agora tu nunca mais vai precisar estudar esse números na tua vida,mesmo porque no Direito tu não via mais precisar disso.E quando tu me disse, não vou mais fazer PUc, só quero FMP e UFRGS,eu fIquei meio assim né, e se tu não passar na FMP? Afinal eram só 50 vagas? E ontem quando tu chegou da prova e me disse, achou que não fui muito bem, eu nem te preocupa se não der agora tu faz na inverno e tu me disse, eu não quero ficar meio ano sem fazer nada da minha vida. Eu sempre tive certeza da tua capacidade, mas mãe é mãe né!
Hoje quando vi o teu nome na lista de classificados e lembro do teu pai emocionado, tri feliz querendo sair pra comemorar? Tudo isso tem um nome, como tu mesma diz ohana quer dizer família, a nossa família pode não ser a melhor do mundo, nem a mais perfeita mas nós sabemos que sempre estaremos juntos seja nas horas boas ou nas horas ruins.E se tu não quiser fazer UFRGS não tem problema, FMP de primeira já está ótimo.
Parabéns futura Doutora Camila.

14 de dezembro de 2009

Mais uma etapa cumprida..Parabéns!

Quem diria hein?
Que aquela menininha, loirinha, que adorava usar saias e vestidos no inverno e me fez quase sócia das vendedoras de meias de lã um dia se transformaria nesse mulherão que tu é hoje, e te ver recebendo o canudo da formatura do ensino médio me fez voltar no tempo e lembrar de um tempo tão distante e tão perto ao mesmo tempo e parece que foi ontem que eu te segurava no colo, te abraçava e te beijava quando tu estava triste ou quando eu chegava pra te buscar no Mundo da criança.
Lembra quando tu foi oradora  na tua formatura do Jardim? Tu chorou o tempo todo e eu chorei junto contigo de emoção, de alegria e de felicidade, de orgulho. Uma mistura de emoções.

        Sério que saudades desse tempo, saudades do Mundo da criança, da Dani, das tua profes e hoje vejo como tu cresceu, amadureceu, tu te transformou num mulherão, olha como tu tá linda na tua formatura do terceiro ano, e quanto coisa aconteceu desde a tua priemira formatura, Sevigné, Rosário, Dores , Unificado.

Olha pra essa tua foto, que linda que tu estava, foi uma noite maravilhosa, e o teu vestido sem nenhuma duvida era o mais lindo da festa, teu cabelo tava lindo, tua maquiagem perfeita e os elogios que tu recebeu? Só uma coisa eu ainda não me conformo, te ver estudando depois dessa formatura linda que tu teve. Mas eu sei o quanto tu está te esforçando pra que tudo dê certo e tu nunca mais vai estudar química, física e matemática na tua vida, pode ter certeza disso. Confio na tua capacidade e na tua força de vontade, vai dar tudo certo.

                                                                        

11 de agosto de 2009

Que sol maravilhoso...


Que felicidade, o sol voltou a reinar, que dia lindo, dá vontade de ficar na rua até ele ir embora, sério, mas ficamos a tarde toda jogados por aí, hora de voltar pra casa. Dá pra ver na cara das pessoas a alegria de um dia ensolarado, chega de dias nublados, cinzentos. Fico deprimida, mau humorada, fora ter que distrair as crianças o tempo inteiro, colagens, filmas, pipoca, shoping e cinema nem pensar, essa gripe suína está me deixando louca. Bom pelos meus cálculos as locadors devem estar lucrando muito porque só aqui em casa são locados de 15 a 20 filmes por semana. Que esse sol maravilhoso continue brilhando por muitos dias e que esse fantasma da gripe suína vá embora pra sempre, isso não quer dizer necessariamente que o calor faça o vírus da gripe ir embora mas pelo menos ficaremos menos trancados dentro de casa.

1 de agosto de 2009

Salas de aula vazias e shopings centers lotados?

De que adianta adiarem a volta as aulas para o dia 17 de agosto, se as crianças não vão ficar em casa, todos sabemos como é difícil manter uma criança em casa, toda a hora temos que ficar inventando coisas novas para elas se distrairem. Imagina eu, que tenho 3 filhos, claro que em idades diferentes e minha filha adolescente, muito tem me ajudado. Mesmo tendo saído de Porto Alegre por 4 dias e vivido em paz no paraíso que é a cidade de Canela, a realidade agora é outra, mais 15 dias de férias, aleluia...o que nos resta? Filmes com pipoca, passeioa ao ar livre (quando o tempo colabora), museu da PUC, zoológico, quebra-cabeça, pinturas, colagens, massinhas de modelar, play, cinema nem pensar e shoping tenho evitado ao máximo. Mas nem todo mundo pensa que nem eu, ontem mesmo na televisão mostraram os shopings cheio de crianças e mães nem um pouco preocupadas com a saúde de seus filhos. E quando as aulas recomeçarem? quem garante que essas crianças não estarão com a gripe A e muito mais crianças serão contaminadas?
Conto os dias para que as aulas recomecem, e a nossa vida volte ao normal, enquanto isso vamos todos ter consciência dos cuidados que devemos ter para proteger nossas crianças e muita imaginação para aguentar mais esses quinze dias inventando e reinventando brincadeiras, passeios e atividades...isso se eu não der um jeito de sumir daqui por meis um tempo.

9 de março de 2009

Sobre a prevenção ao uso de drogas

Você percebe mudanças no comportamento de seu filho. Ele está crescendo, começa a sair, namora e tem amigos novos. De repente, irrita-se com facilidade, fica agressivo, dorme muito e tem desempenho ruim na escola. Será que ele está passando por uma fase difícil ou está se envolvendo com drogas? Abaixo, algumas dicas sobre como manter o diálogo diante da dúvida.
1 - Converse com seu filho – A comunicação é peça fundamental na educação em qualquer fase da vida e é ainda mais importante na adolescência. Procure ser amigo de seu filho, tendando entendê-lo para que tenha confiança em você e possa contar o que está se passando.
2 - Seja presente – Conhecer os filhos para saber decifrar seu comportamento é muito importante. Tenha contato com as amizades dele e com os pais dos amigos. Trabalhe habilidades para a vida, como a autoestima, e o ensine a fazer escolhas saudáveis.
3 - Analise a situação – Procure observar se o problema não se encontra dentro do núcleo familiar, com pais estressados e famílias desestruturadas. Neste caso, é indicado que os pais procurem uma ajuda profissional.
4 - Identifique o problema – Os pais precisam saber identificar se as mudanças estão sendo causadas por uma paixão, depressão ou até mesmo pelo uso de drogas.
5 - Não tente ser detetive – Quando os pais desconfiam ou têm provas de que o filho está usando drogas, a melhor coisa é conversar e deixar claro que você quer ajudá-lo e convidá-lo a buscar ajuda profissional. Nunca fique “espionando” a vida dele. Por mais bem-intencionado que os pais sejam, eles não têm o direito de invadir a vida do filho.
Fonte: Margaret Soares de Carvalho, psicóloga clínica de crianças e adolescentes

8 de março de 2009

Feliz dia da Mulher!


Se todas nós fôssemos belas, simpáticas e atraentes; se fôssemos ótimas amantes e profissionais bem sucedidas; se cuidássemos dos filhos, da casa, da empregada e fizéssemos parte de algum voluntariado... puxa vida, seríamos fantásticas!

Pois é, mas não estamos com toda essa bolinha apesar de sermos bombardeadas por uma mídia que apela para sermos a “Mulher-Maravilha”, custe o que custar. E não tendo muita estrutura para agüentarmos tal imposição, saímos desatinadas à procura da academia mais próxima ou de uma clínica que nos ofereça “o pacote milagroso”, ou seja, a promessa de virarmos um mulherão, pelo menos em termos de beleza.

Malhamos como loucas, e, muitas vezes, saímos da academia com a sensação de termos virado uma Barbie. Já estamos com a cabeça feita: mulher tem de ser magra, esquelética, quase anoréxica.Está tudo à nossa disposição: desde aulinhas cafonas, ensinando como sermos mais sensuais, até um festival de implantes de silicone.Sensualidade não se aprende, é algo espontâneo. Cada mulher tem a sua peculiaridade; se não agradar aos gregos, agradará aos troianos...O cuidado com nosso corpo é necessário, mas parece que perdemos o sentido exato das coisas. Estamos parecidas com robôs: cabelos iguais, lisos e repartidos; barrigas à mostra de todos os tamanhos e formas; muito silicone alterando medidas equilibradas ou muitas vezes nos impedindo de sorrir, travando nossa expressão facial.Enfim, estamos uniformizadas; parece-me que fazemos parte de uma única escola, tudo cai bem para todas: o que veste a magra, a gorducha abocanha. E mais: temos ainda como opção, a lipoescultura. Essa técnica nos dá, de imediato, o contorno corporal adequado. Fantástico! Mas nada contra a lipoescultura: falo do exagero.

E falo daqueles peitinhos horrorosos - que não são seios - de 400ml de silicone carregando frágeis criaturas parecendo embuchadas.Mas depois de estarmos belas e formosas, de termos comido o pão que o diabo amassou, saímos a desfilar em companhia do nosso barrigudo, careca e gordo.

Mas sendo homem, tá feito o embrulho; ma-ra-vi-lha! E não tem jeito: haverá sempre um atenuante para esses lindos gorduchinhos, pois mulher quando gosta, mascara. É uma atitude singular. Somos diferenciadas: trazemos à nossa vida amorosa, aquela coisa de mãe, gostamos apesar de feios, gordos e barrigudos. Por isso é que muitos estão tão à vontade...Porém o contrário raramente ocorre: “A gorda tem namorado? Bá... o cara tá doente!”.

Mas falando sério, e apesar dessas firulas, podemos nos orgulhar diante da luta pela nossa emancipação.A nossa verdadeira história é marcada a ferro e fogo à procura de um espaço nobre, seja nas artes, na literatura ou em outras áreas. Somos um Exército avançando e tomando posse do que nos é devido. Nada mais justo. E não seremos “desaforadas” por pretendermos chegar a um cargo maior...

Bom seria se fôssemos reconhecidas pelo que escrevemos ou falamos e não por termos lábios carnudos, peitos enormes e bumbum empinado.

Bom seria se fôssemos reconhecidas como profissionais capacitadas nas áreas técnicas com o mesmo reconhecimento e remuneração dispensada aos homens.

Bom seria se, após uma vida de trabalho, não sentíssemos o desconforto por estarmos aposentadas e o vazio de uma vida vista como improdutiva.

Bom seria se fosse reconhecido o nosso espírito de abnegação.Bom seria se, na velhice, fôssemos cercadas de atenções, de paciência e de amor.

Bom seria, se tivéssemos o reconhecimento dos filhos, como mães amorosas que tentaram acertar...Mas ótimo seria se, na condição de mulher, não precisássemos matar um leão por dia para provar do que somos capazes.

3 de março de 2009


Para meus amigos que estão...solteiros
O amor é como uma borboleta.
Por mais que tente pegá-la, ela fugirá.
Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado.
O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir.
Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso.
Por isso, aproveite o tempo livre para escolher .
Para meus amigos...não solteiros.
Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita", aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.
Para meus amigos que gostam de...paquerar.
Nunca diga "te amo" se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê-lo derramar em lágrimas por causa de ti.
A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você, quando você não pretende fazer o mesmo.
Para meus amigos...casados.
O amor não te faz dizer "a culpa é", mas te faz dizer "me perdoe".
Compreender o outro, tentar sentir a diferença, se colocar no seu lugar.
Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores.
A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos; mas sim o quanto nesses anos vocês foram bons um para o outro.
Para meus amigos que têm um coração partido,
Um coração assim dura o tempo que você deseje que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir.
Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore para sempre. Permita-se rir e conhecer outros corações.
Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.
A dor de um coração partido é inevitável, mas o sofrimento é opcional! E lembre-se: é melhor ver alguém que você ama feliz com outra pessoa, do que vê-lo infeliz do seu lado.
Para meus amigos que são...inocentes.
Ele se apaixonou por ti, e você não teve culpa, é verdade.
Mas pense que poderia ter acontecido com você.
Seja sincero, mas não seja duro; não alimente esperanças, mas não seja crítico; você não precisa ser namorado, mas pode descobrir que ele é uma ótima pessoa e pode vir a se tornar um grande amigo.
Para meus amigos que tem medo de terminar.
As vezes é duro terminar com alguém, e isso dói em você.
Mas dói muito mais quando alguém rompe contigo, não é verdade? Mas o amor também dói muito quando ele não sabe o que você sente.
Não engane tal pessoa, não seja grosso e rude esperando que ele adivinhe o que você quer.
Não o force terminar contigo, pois a melhor forma de ser respeitado é respeitando.
Pra terminar ... Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim... Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.


Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade.

É servir a quem vence o vencedor,

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade;

Se tão contrário a si é o mesmo amor?

A fita métrica do amor




Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.



EU APRENDI, que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha;

EU APRENDI, que ser gentil é mais importante do que estar certo;

EU APRENDI, que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;

EU APRENDI, que não importa quanta seriedade a vida exija de você,cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;

EU APRENDI, que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;

EU APRENDI, que deveríamos ser gratos a Deuspor não nos dar tudo que lhe pedimos;

EU APRENDI, que dinheiro não compra "classe";

EU APRENDI, que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;

EU APRENDI, que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada,compreendida e amada;

EU APRENDI, que Deus não fez tudo num só dia;o que me faz pensar que eu possa?

EU APRENDI, que ignorar os fatos não os altera;

EU APRENDI, que o AMOR, e não o TEMPO,é que cura todas as feridas;

EU APRENDI, que cada pessoa que a gente conhecedeve ser saudada com um sorriso;

EU APRENDI, que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

EU APRENDI, que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

EU APRENDI, que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

EU APRENDI, que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

EU APRENDI, que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engolí-las;

EU APRENDI, que um sorriso é a maneira mais baratade melhorar sua aparência;

EU APRENDI, que todos querem viver no topo da montanha,mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

EU APRENDI, que quanto menos tempo tenho,mais coisas consigo fazer.


Eu aprendi……que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto;…que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e jamais conseguirei convencê-las;…que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Eu aprendi……que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando;…que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida;…que por mais que você corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo que cortamos de nosso caminho. Eu aprendi……que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser e devo ter paciência;…que posso ir além dos limites que eu próprio me coloquei;…que eu preciso escolher entre controlar meu pensamento ou ser controlado por ele.Eu aprendi……que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem;…que perdoar exige muita prática;…que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.Eu aprendi……que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar minha vida; Eu aprendi……que eu posso ficar furioso, tendo o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Eu aprendi……que a palavra “AMOR” perde o sentido, quando usada sem critério;…que certas pessoas vão embora de qualquer maneira;…que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas que eu acredito.Se aprendessemos algumas coisas, tudo seria mais fácil…certas coisas realmente eu já aprendi…outras…ainda não…estou tentando…o que vale é a intenção...


Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...Não precisamos da paixão desmedida...Não queremos beijo na boca...E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...Sem nada dizer...Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...Alguém que ria de nossas piadas sem graça...Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...Que nos teça elogios sem fim...E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...Alguém que nos possa dizer:Acho que você está errado, mas estou do seu lado...Ou alguém que apenas diga:Sou seu amor!

E estou Aqui!


O amor é quando a gente mora um no outro.


Mario Quintana

Não se preocupe em entender.

Viver ultrapassa todo entendimento.

Renda-se como eu me rendi.

Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.

Eu sou uma pergunta."


Gosto dos venenos os mais lentos!

As bebidas as mais fortes!

Dos cafes mais amargos!

E os delírios mais loucos.

Voce pode ate me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:E daí eu adoro voar!!!


Fora Roth, antes que seja tarde...


Jogadores gremistas queriam dois atacantes no Gre-Nal

3-6-1 do técnico Celso Roth surpreendeu também os atletas.


O técnico Celso Roth não surpreendeu somente a torcida e a imprensa ao mandar o time para o Gre-Nal no esquema 3-6-1. Os jogadores acreditavam que Jonas seria mantido na equipe e disputariam o jogo no esquema 3-5-2. Souberam que Diogo jogaria, e que Jonas estaria de volta à reserva, somente às 11h de domingo, durante a preleção no Hotel Deville. Discordaram da decisão, mas não ousaram contrariar o planejamento.Outro ponto que poderá gerar polêmica foi a declaração de Roth, após o clássico, afirmando que alguns de seus jogadores apresentam dificuldades de disputar partidas mais difíceis e, em especial, o Gre-Nal.– A reação disso no vestiário dependerá da personalidade de cada jogador. É a opinião do Roth. E ele não deixa de ter razão: nosso rendimento cai nos Gre-Nais. Não acho que alguém trema, mas é fato que jogamos mal os dois clássicos – disse um jogador do Grêmio consultado por ZH.

2 de março de 2009

Yoga para crianças!







Combate e prevenção do stress infantil
Em um mundo agitado como o de hoje, as crianças estão cada dia mais recebendo uma carga de informações nas escolas e em suas casas, que têm contribuído a viverem, precocemente, um problema comum, até pouco tempo atrás, apenas no universo adulto: o stress.As crianças são hiperestimuladas em jogos eletrônicos, programas de televisão, escolas altamente exigentes e, com isso, precisam de um apoio para restabelecer o simples e a harmonia dentro de si, devolvendo-lhes a confiança, a serenidade e a estabilidade emocional.

Além disso, a hatha-yoga possibilita às crianças uma maior consciência de seu corpo ao aprenderem as posturas - "asanas", e esses movimentos ativam o fluxo de energia vital em todo o corpo, proporcionando-lhes um corpo mais saudável e um estado mental mais equilibrado.

Como as crianças são normalmente muito ligadas à natureza, quando praticam yoga, sentem-se felizes e motivadas, porque ao fazerem as posturas imitam os animais e os elementos da natureza.As posturas.

Durante a prática dessas posturas que elas exercitam durante uma sessão de yoga, elas podem relacionar a qualidade de cada animal ou elemento da natureza e trazer essa vivência para sua própria vida.Quando aprendem o ELEFANTINHO, fazem com o corpo uma linda dança, um movimento muito gostoso e relaxante que produz uma sensação interna de calma.

A criança se sente tranqüila como este animal. Para a criança aliviar o cansaço físico e mental, aprendem o BONECO DE PANO ou a CEGONHA, que recarregam o corpo com energia e vitalidade. Um animal muito querido pelas crianças, que elas imitam com muita vontade e alegria, a TARTARUGA, que as ajudam a tomar uma grande consciência de seus corpos. Uma postura que relaxa e fortalece os músculos. A criança num movimento de recolhimento mergulha numa gostosa sensação de calma. As crianças costumam reclamar de dores nas costas, imitando o GATO, elas se sentem aliviadas, além de ficarem mais flexíveis ao fazer um movimento tão comum na vida dos gatinhos, o espreguiçamento; assim, ao imitar o gato elas soltam e relaxam todo o corpo. Para estimular a memória, a concentração e o raciocínio, as crianças aprendem a imitar o COELHO e a VELA ficando cheias de energia, revigoradas para aprender coisas novas!Muitas crianças sentem-se inseguras, mas no yoga aprendem a imitar o movimento de uma COBRA quando vai dar um bote. Esse movimento visa despertar na criança uma sensação de determinação e confiança.Um movimento que toda a criança gosta é o BALANCINHO, deixando o corpo solto, balançando para lá e pra cá, como se fosse uma cadeira de balanço, que vai e vem. Esse exercício desperta na criança um sentimento de alegria que vai fluindo de seu coração.

Ao dobrar o corpo como uma FOLHA DOBRADA, a criança aprende a se concentrar no movimento de sua respiração. Então ela fica cada vez mais suave e tranqüila, e o resultado é o relaxamento. A idéia é ajudá-la a perceber o quanto são saborosos esses momentos de quietude!Toda criança pode se sentir como um leão, forte e corajosa. A postura do leão também ajuda as crianças, aliviando o cansaço, a agitação e o estresse. Quando terminam de fazer a postura do leão, as crianças sentem uma sensação de calma e serenidade.Com o corpo firme na postura do PEIXE, a criança é convidada a se sentir flutuando. Além de fortalecer os músculos das costas essa postura aumenta sua capacidade respiratória, o que promove mais equilíbrio emocional. Com os pés firmes no chão, como as raízes de uma ÁRVORE, as crianças aprendem a imitar diferentes tipos de árvores, o que possibilita desenvolverem mais equilíbrio físico e emocional.

Aprendendo a saudar o SOL, as crianças se revitalizam, permitindo que a energia vital se espalhe por todo seu corpo e sua mente.Outros benefíciosEm relação à mente, o yoga oferece métodos para desenvolver a calma, concentração, memória e raciocínio, beneficiando o processo de aprendizado das crianças.E ainda, técnicas de relaxamento e respiração que combatem o estresse, a tensão, a ansiedade tão presentes na vida das crianças hoje em dia.

E, finalmente, o objetivo primordial do yoga, que é possibilitar às crianças um encontro com sua verdadeira essência, ajudando-a a desenvolver as qualidades da alma como calma , paz, alegria, amor etc.Ao praticar yoga a criança percebe que tem um paraíso portátil de calma e paz e que este paraíso ela pode carregar para onde ela quiser, na relação com sua família, com seus amigos e na escola.

No trabalho de yoga infantil são utilizados recursos lúdicos que facilitam a aprendizagem dos conteúdos do Yoga, bem como, possibilitam às crianças a adquirirem mais paciência, tolerância para lidarem harmoniosamente com as questões de sua vida.

Numa interação de amor, métodos de trabalho e sintonia com as crianças é que o trabalho de yoga infantil se desenvolve.Cristina Pitanga, professora e coordenadora do projeto de Yoga para crianças da Livraria Omnisciência (www.omnisciencia.com.br) que, mensalmente, oferece oficinas gratuitas para as crianças e para professores de yoga que queiram conhecer os recursos lúdicos que podem ser utilizados nas aulas infantis.

Programa de família...muito bom!


Ontem fomos assistir, Um hotel bom pra cachorro, uma comédia muito boa, mas que num determinado momento todo o cinema cai em prantos, (inclusive minha filha de 4 anos), quando todos os cachorros do hotel são recolhidos da rua pelas crianças, são levados ao canil municipal, para serem exterminados e os irmãos órfãos são separados, inclusive do cachorro de estimação deles, o sexta-feira.

Bom mas, a estória começa com dois irmãos uma menina de 16 e um menino de 11, órfãos de pai e mãe e um cachorro, eles moram com um casal de tutores, que não estão nem um pouco interessados em cuidar deles e muito menos do cachorro, que vive pelas ruas. Eles contam com a ajuda de um ótimo assitente social que procura um lar de verdade pros dois, entre idas e vindas pelas ruas, encontram um abrigo para o sexta-feira num hotel abandonado, já habitado por dois cachorros e acabam recolhendo todos os cachorros de rua para serem seus hóspedes. Mas o final da estória só assistindo porque tem cenas hilárias, um filme pra família, que mostra como devemos valorizar nossos irmãos, pais e até o nosso animal de estimação.

Bebida na Adolescência


Pesquisas recentes constatam que o álcool é a droga mais usada por adolescentes. O pior é que o consumo vem aumentando, principalmente entre os mais novos e as meninas: quase metade dos jovens de 12 a 17 anos já usou bebida alcoólica. Nos anos 1980, o consumo iniciava-se entre os 16 e 17 anos. Atualmente, ocorre entre os 12, 14 anos, e o uso frequente tem crescido.
Por que os jovens têm bebido cada vez mais e mais cedo? Vamos levantar hipóteses e refletir a respeito a fim de nos responsabilizarmos pela questão.
Em primeiro lugar, a presença de bebidas alcoólicas na vida cotidiana dos jovens é vista por eles como corriqueira e inofensiva. Muitos acham que o problema surge apenas com a ingestão em demasia, quando se tornam inconvenientes ou se aproximam do que eles chamam de "PT" (perda total) -perda dos sentidos ou coma.
Contribuem muito para essa percepção os belos comerciais de bebidas. Mais do que um produto, vendem um estilo de vida almejado pelos jovens: beleza, alegria, popularidade, azaração etc. Aliado a esse poderoso instrumento, surge outro muito eficaz: o aval dos pais.
Muitos adultos acreditam que oferecer bebida aos filhos em casa é uma atitude aconselhável e dão festas para os menores nas quais permitem que haja bebida, por exemplo. Aliás, para muitos jovens, faz parte das festas o ritual do "esquenta": antes do evento, reúnem-se em pequenos grupos para beber na casa de um deles -sei de casos, inclusive, em que os pais que recebem os amigos do filho participam do momento festivo introdutório- ou em locais públicos, com bebidas trazidas de casa ou compradas em supermercados.
Aí está outro fator que leva os jovens a crerem que a ingestão de bebida alcoólica é inofensiva: apesar de sua venda ser proibida a menores de 18 anos, a lei não é respeitada. Muitos estabelecimentos comerciais -notadamente supermercados- as vendem sem pedir documentos aos jovens e muitos adultos aceitam o pedido deles para passar a bebida em sua compra. Eu já fui abordada em um supermercado por três adolescentes que pediram que eu colocasse duas garrafas de vodca em minha esteira. Diante da recusa, pediram para outra pessoa e foram atendidos.
Os jovens bebem, entre outros motivos, porque o álcool provoca euforia, desinibição e destrava os mais tímidos. Mas, depois, afeta a coordenação motora, os reflexos e o sono, além de interferir na percepção do que o jovem considera certo e errado. Já conversei com garotas que tiveram a primeira experiência sexual sob efeito do álcool e se arrependeram.
Os mesmos pais que ensinam o filho a beber não o ensinam sobre os cuidados que podem reduzir seus efeitos, como alimentar-se bem antes, não misturar diferentes tipos de bebida e ingerir muita água.
Os menores de 18 anos sempre encontrarão maneiras de transgredir as proibições para o uso de bebida alcoólica. Entretanto, temos ajudado para que isso não seja visto por eles como transgressão. E, talvez, esse seja nosso maior equívoco.

Rosely Sayão

Contra a aborrecência- Içami Tiba


Revista Época

Com mais de 74 mil atendimentos, o psiquiatra e guru dos pais Içami Tiba lança livro voltado para a educação dos adolescentes Depois de vender mais de meio milhão de exemplares de Quem Ama, Educa!, o psiquiatra e guru dos pais modernos, Içami Tiba, lança uma continuação - desta vez voltada para adolescentes. O livro já sai com tiragem de 150 mil exemplares e está destinado a virar best-seller. Em 36 anos de carreira, Tiba, como é conhecido por seus pacientes, especializou-se em dar conselhos sobre os dilemas enfrentados pela família contemporânea: disciplina, limites, drogas e sexo. Nesse livro, ele divide a adolescência em etapas biológicas e sociais, como a dos tweens e a geração tardia. Dá dicas para a família conviver com a vida sexual do jovem sob o mesmo teto e alerta os pais a não agradar ao filho em tudo sob o risco de estar incentivando o uso de drogas. Para o psiquiatra, adolescente não é sinônimo de encrenca. "Ele só vira aborrecente quando os pais não adolescem junto", afirma.

Época - Adolescência é sinônimo de "aborrecência"? Içami Tiba - Depende. Quando a criança cresce e começa a manifestar vontade própria, os pais acham que ela está muito diferente. Ficam incomodados com essa nova atitude, não aceitam que o filho tenha opinião própria. Mas os pais que não se atualizam também estão sendo aborrecentes com os filhos. Para evitar esse conflito, cabe aos pais adolescer, ou seja, rejuvenescer.

Época- O que é adolescer? Tiba - É aprender com os filhos. Muitas vezes, o pai passa como burro porque realmente não entende de alguns assuntos, não se atualizou. Enquanto os adultos assistem a DVDs, os jovens baixam músicas nos iPods. Caso os pais se interessem pelos iPods, os filhos vão ter a maior paciência para explicar. Quer que seu filho o admire? Aprenda com ele e aplique no dia-a-dia. Ele vai admirá-lo e, ao mesmo tempo, reconhecer a autoridade e o know-how paterno em outras áreas.

Época - O que mudou na adolescência de hoje? Tiba - Quando eram crianças, os pais dos adolescentes desta geração comiam no almoço de domingo a asa e o pescoço do frango. O peito ficava para os adultos da casa. Hoje, como pais, eles dão o filé mignon para o filho. Querem dar tudo, acham que serão queridos se atenderem a todas as reivindicações. Os pais se sacrificam em nome do amor. O problema é que os filhos não entendem esse sacrifício como amor, e sim como direito. É obrigação da mãe amarrar o tênis do filho, o pai tem o dever de levá-lo às festas e ambos precisam arranjar um emprego para o jovem.

Época - É uma tirania juvenil? Tiba - Exatamente. Os pais viram serviçais. Quem aprende a ser tirano em casa vai repetir o comportamento na rua. É por isso que, na adolescência, os pais devem dar um amor que exige. Na primeira infância temos o amor dadivoso, aquele que faz tudo pelos pequenos. Depois temos o amor que ensina, em que as crianças aprendem valores, normas de conduta e cidadania. O amor exigente espera e cobra comprometimento e responsabilidade pelo que o jovem fala e faz.

Época - Como a internet mudou a vida do adolescente? Tiba - Fazendo que as pessoas com quem ele conversa tenham mais importância que aquelas com quem ele convive. É na rede que ele conhece pessoas, troca confissões, faz amizades. Não adianta trancar o filho no quarto para tirá-lo das ruas. O perigo está nas esquinas virtuais.

Época - Deve-se controlar o acesso à rede? Tiba - Não dá para usar coleiras virtuais. Um caminho é acompanhar no real o que está acontecendo no virtual. Os pais devem passar um tempo com o filho no quarto, conversar sobre esses amigos que ele faz na rede. Atendi ao caso de uma família em que o pai rastreou o e-mail de um "novo amigo" do filho. Descobriu se tratar de um grupo homossexual americano que tentava seduzir o garoto. É preciso cuidado.

Época - O primeiro Quem Ama, Educa! era para crianças. Este é para adolescentes. Em termos de educação, o que muda nessas duas fases? Tiba - Antigamente, bastava ter poder com as crianças. Elas aceitavam o que os adultos diziam porque reconheciam neles a autoridade. A partir dos anos 80, a maioria passou a esperar dos pais o motivo para determinada ordem. O adolescente deste século aceita regras, desde que explicadas. Não adianta tentar proibir, impor. Pai que manda perde o adolescente.

Época - Qual é o caminho? Tiba - Negociar, combinar uma conseqüência e cobrar. Adolescentes gostam de cumprir combinados. Se ele tirar nota baixa e for proibido de sair no sábado, vai odiar os pais. Mas, se tiver combinado que passaria o fim de semana estudando caso fosse mal na escola, vai cumprir o trato.

Época - O senhor divide a adolescência em etapas. Quais são elas? Tiba - Do ponto de vista biológico, temos etapas que dão a base para o comportamento: confusão pubertária; onipotência pubertária; estirão e onipotência juvenil. Temos também duas relacionadas a estímulos sociais: a adolescência antecipada (geração tween) e a expandida (geração carona).

Época - Todos passam por essas etapas? Tiba - As biológicas, sim. O surgimento dos hormônios, por exemplo, é responsável pela confusão pubertária. É quando aparece o pensamento abstrato. Ele ganha uma capacidade maior de compreender o mundo, mas a cabeça ainda não incorporou a representação mental do corpo. Por isso a menina pisa no pé da mãe e o garoto derruba o copo na mesa. Quando chegam à 5a série e têm provas de matérias separadas, se perdem. Sabem que o exame é de História, mas estudam Geografia.

Época - Os pais podem intervir de alguma forma? Tiba - Sim, ajudando na organização. Uma intervenção é útil porque, se começar a fracassar na escola ou ser ridicularizado pelos "esbarrões", o adolescente terá a auto-estima ferida. Outro período delicado é o do estirão, quando as meninas crescem para todos os lados e os meninos esticam. É a única fase da adolescência em que eles ficam mais tímidos. Vivem preocupados, vendo defeitos no corpo e podem desenvolver complexos ligados à imagem.

Época - Em que a onipotência pubertária e a juvenil se diferenciam? Tiba - A primeira acontece por volta dos 12 anos. O adolescente vira Deus, mas um Deus sem competência e baseado na recusa. Ele nunca quer o que o outro quer dele. É o período do enfrentamento. Já na onipotência juvenil, a partir dos 16 anos, ele se vê realmente Deus. Dono da verdade, acha que sabe tudo. É um momento difícil para os pais.

Época - Por quê? Tiba - Porque é quando aparecem o álcool e as drogas. Ele acha que sabe tudo e pode controlar o uso dessas substâncias. Ele não nega nada. Assume que está fumando, e os pais ficam sem argumentos para enfrentá-lo. Época - Os pais são culpados? Tiba - A culpa não é só deles, mas todos têm sua parcela. O problema é que os pais estão educando os filhos para usar maconha. Se deixam o jovem fazer tudo o que tem vontade, por que ele não vai fumar maconha quando quer? Se pode sair à noite durante a semana, faltar à aula, dormir até tarde, por que não pode fumar? Na cabeça dele, é tudo igual.

Época - O que fazer? Tiba - Muitas vezes é preciso ter outra pessoa negociando com o filho. Só boa vontade e amor não são suficientes. Também não adianta querer controlá-lo. Na fase da onipotência juvenil, o adolescente não aceita proibições. Os pais precisam ficar alertas para descobrir que o filho está fumando maconha antes que ele passe para outras drogas. Época - Quais são os sinais? Tiba - O primeiro é a queda no rendimento escolar. É inadmissível que um jovem de uma família bem informada seja reprovado. É uma falha e representa total falta de acompanhamento dos pais. Outro sinal é quando o garoto acha normal o melhor amigo fumar maconha. Se não vê problemas que alguém próximo a ele fume, é porque ele já está fumando também.

Época- Os jovens começam a vida sexual antes dos 18 anos. O que os pais devem fazer? Tiba - Basicamente, ensinar a não engravidar, estimulando o uso da camisinha. O grande conflito é onde os filhos devem transar. Época - Eles estariam estimulando a vida sexual dos filhos ao deixá-los dormir com a namorada em casa? Tiba - Não, desde que a casa não vire um motel de alta rotatividade. Algumas regras devem ser preservadas como a duração mínima de um relacionamento antes de entrar em casa. Também não dá para deixar os lençóis sujos, a roupa jogada no chão. Deve-se guardar certa privacidade de ambas as partes.

Época - O que significa a adolescência antecipada? Tiba - São filhos de uma geração de pais culta, que trabalha muito e faz tudo por seus pequenos. Geralmente são filhos únicos, têm entre 8 e 12 anos e não querem mais ser criança. Copiam a roupa, o celular e o comportamento do adolescente. São consumistas e inteligentes, não gostam de brincadeiras infantis e, por discutir assuntos de adultos como tal, viram motivo de orgulho da família. Os pais devem estar alertas para evitar que seus tweens se transformem em jovens abusados, sem limites e que só valorizam o dinheiro.

Época - E a geração carona? Tiba - São jovens que terminam a faculdade mas continuam morando com a família porque não conseguem emprego. Há três tipos de caronista: o folgado, que continua a viver como se ainda não tivesse o diploma na mão; o explorador, que se acha o rei e exige dos pais e dos irmãos o melhor para si; e o sufocado, que se sente culpado e tenta compensar fazendo de tudo em casa. Ao alimentar esta "hospedagem", os pais não estão preparando seus filhos para se tornarem verdadeiros cidadãos.

Amar é educar para a vida. Içami Tiba



Ter filhos é uma maravilha, mas é preciso impor limites para criar cidadãos preparados para o mundoHora do jantar, a mesa está posta. A mãe, que chegou do trabalho correndo, quer reunir a família para um bate-papo durante o jantar e espera o marido e os dois filhos adolescentes. 0 único que não atende ao convite é o filho mais velho, pois está conversando com os amigos pelo computador. A família cede, contrariada. 0 que poderia ter sido uma reunião de família, talvez a única do dia, ficou adiada por um mero capricho do filho mais velho. Ou teria sido por falta de atitude dos pais?Atirem a primeira pedra os pais que nunca se viram diante de uma situação conflituosa com os filhos (de qualquer idade, diga-se de passagem!) sem saber que atitude tomar. A situação é corriqueira e faz parte do paraíso e do calvário que é educar os filhos.

Revista Varando conversou com o psiquiatra e educador especializado em adolescentes Içami Tiba, 65 anos. Em 39 anos de carreira, Tiba é autor de 16 livros sobre as relações de família, faz palestras por todo o Brasil e outros países e apresenta o programa Quem Ama, Educa!, na Rede Vida. 0 tema é polêmico e não se esgota em algumas páginas, mas a seguinte entrevista pode ajudar você a ver com outros olhos a relação entre pais e filhos.Como surgiu o interesse pelos adolescentes?Quando eu estava na faculdade de medicina, o que eu aprendia sobre adolescentes não tinha a ver comigo. Eu achava que tudo o que se dizia era muito diferente daquilo que eu tinha vivido. Quando resolvi fazer psiquiatria, já tinha um foco, que era trabalhar com adolescentes. Na época, há 39 anos, o Departamento Infantil do Hospital das Clínicas internava pessoas de 1 a 18 anos. Não havia um trabalho direcionado para os adolescentes. Então, à medida que comecei a estudar, estruturei uma teoria de desenvolvimento e, a partir de então, criou-se o Departamento de Adolescentes no Hospital das Clínicas. A teoria foi facilmente aceita pelo meio médico-psicológico na época, pois o modelo existente tratava o adolescente como um futuro adulto e uma ex-criança. 0 que eu fiz foi dar existência própria para eleHoje o seu nome é referência quando o assunto é adolescência. Como as coisas evoluíram até esse ponto?As escolas começaram a me chamar para explicar para os professores a minha teoria de desenvolvimento. Então, comecei a fazer palestras e escrever livros. Por fim, depois de 22 anos de vida acadêmica, resolvi deixar a formação aos especialistas para atender a base, ou seja, as famílias. Em vez de ser mais uma lâmpada, preferi levar uma vela na escuridão. Possibilitar às famílias educar melhor seus filhos de modo que eles crescessem mais felizes e competentes. Os filhos têm tudo, são perdoados e providos. Mas, no fundo, eles não têm educação e, muitas vezes, não são felizes.

Existe uma receita para educar os filhos e fazê-los felizes?Os pais precisam se atualizar e não ficar tentando usar martelo para consertar computador. Porque a cabeça da criançada hoje funciona como um computador. O que eu quero dizer é que os recursos que os pais têm funcionam como um martelo para a cabeça das crianças e dos jovens de hoje. As famílias precisam formar muito mais cidadãos éticos do que filhos. Nenhuma empresa quer em seu quadro de funcionários alguém que funcione como filho. Temos de capacitá-los de uma maneira ética, para não serem espertinhos, ou querer tirar vantagem do poder que tiverem nas mãos no futuro. Isso é cidadania familiar0 que fazer quando o filho pequeno faz birra?Está fora de cogitação dar tapa em criança, perder a calma e gritar, repetir mil vezes a mesma coisa. Eles aprendem com muita facilidade. Explique a primeira vez e, na segunda, ele tem que fazer. Se não fizer, vai perder alguma coisa. A criança que aprende é mais eficiente, começa a tomar conta das suas próprias coisas, respeita as dos outros e percebe o benefício de manter qualquer brinquedo em ordem. Com isso, começa a respeitar mãe e pai e todo mundo ao seu redor. Agora, na medida em que a família se submete às suas vontades, autoriza a criança a fazer dessa vontade uma realidade. Isso é falso. Se em casa não se faz o que não se pode fazer na sociedade, eleja vai crescer com espírito cidadão. Nunca vi alguém ganhar um aumento ou conquistar um emprego fazendo birra. Entrou na faculdade e ganhou um carro, largou a faculdade e continuou com o carro. Não é assim que as coisas funcionam.Qual a importância da familia na formação dos filhos? É muito grande. Não é obrigatório que seja pai e mãe. 0 modelo de família mudou. Os papéis mudaram. 0 que não pode é o ex-marido virar ex-pai. Existem novas constituições familiares que favorecem desde cedo trabalhar contra o preconceito dentro de casa. As situações de diferença na família podem ser usadas em benefício da cidadania. 0 cidadão vai conviver com o diferente. Ele não tem que obedecer só ao chefe dele, mas a uma regra geral. 0 fato de não-irmãos conviverem favorece o que eu chamo de liderança compartilhada. 0 adulto (o pai) é o chefe. Mas naquele momento em que o filho entende mais de computador do que o pai, ele vai explicar para o pai e para os outros membros da família aquilo em que ele é mais competente. Ainda bem que a gente tem cinco dedos e cada dedo é diferente do outro. Imagine se tivéssemos cinco polegares? A família é uma equipe e todos têm uma função.Amar demais estraga?Não. Quem ama, educa. Você pode amar demais, mas tem que exigir. Erramos quando usamos amor tolerante. Porque eu amo, eu tolero. Está errado. Justamente porque se ama, tem que exigir que se faça o melhor. Isso não é disciplina. É só uma questão de posicionamento na vida. Quando nasce, a criança ganha amor gratuito do pai, da mãe, dos adultos que estão à sua volta.

Quando começa a crescer, ganha o amor que ensina. Em muitos casos, o filho sabe que não precisa fazer o que se pede a ele. Ele vai ouvir uma ladainha e acaba a história. Nessa hora, é preciso o amor que exige. Que se faça o que aprendeu. Se a criança aprendeu que tem que guardar o brinquedo, ela tem que guardar. É equivocado pensar que quando a criança parou de brincar acabou a brincadeira. A brincadeira acaba quando ela deixa o lugar em ordem.É possível ser pai e amigo? Não. Pai é pai. Amigo é amigo. Amigo o filho escolhe. Não tem essa de pai que é amigo. Amigos são importantes, mas não valem mais do que pais. Não estou desconsiderando a figura do amigo, mas são funções diferentes. Se o pai é amigo e o filho vai fumar maconha, o pai vai junto? 0 pai é modelo para o filho, é aquele que, quando o filho precisa, está lá para socorrer. 0 filho sabe que essa aproximação é equivocada. 0 amigo vive dando bronca? Na maioria das vezes, o amigo participa, esconde as coisas que ele faz. E o pai, quando não gosta das coisas, dá bronca, e quando é conveniente, diz ser amigo. Que história é essa?0 filho reconhece nessa autoridade dos pais uma referência?Todos os filhos tomam como base o comportamento dos pais. Quanto mais amadurecido ele for, tanto mais ele vai entender o que os pais fazem. Mas para entender de fato os pais, melhor ser pai também. Por essa razão, os filhos que são pais são ótimos filhos, muito melhor do que os solteiros. Depois que fui pai, passei a entender o que o meu pai dizia.Como lidar com as drogas? Os pais que fazem tudo para o prazer do filho estão equivocados, pois ele se acostuma com o prazer e pensa que tudo se justifica. Eu aprendi isso conversando com pessoas que usam drogas. Você fuma maconha? Fumo. Por que você fuma maconha? Porque é bom. Por que é bom? Porque é gostoso. Por que dá prazer é bom?Isso é um erro. Mas é o que eles falam, pois foi assim que aprenderam.Tem que pegar no pé o tempo todo? Não é o tempo todo. Basta os pais serem coerentes. Eles têm que pegar no pé o tempo todo se o filho não fez o que tinha que fazer. Eu não preciso ficar nervoso todas as vezes que volto para casa e vejo que o meu filho não guardou o brinquedo. Se ele aprendeu e guardou, acabou o problema.

Quanto melhor o filho for educado, menos problemas os pais vão ter e vice-versa.0 Sr. aplicou sua teoria com seus filhos? Tenho três filhos, um genro, uma nora e dois netos. Aprendi com eles muitas coisas. Felizmente não tive grandes problemas, pois minha mulher é uma excelente educadora.

Os filhos são perversos?Não. Eles vão lutar com as armas que têm, sabendo que os pais cedem. Eles não são perversos, os pais é que são moles. É diferente. Criança não é cruel. Se os adultos não assumirem o comando, elas serão arredias. O capitão do navio tem que liderar a embarcação. Os pais como ele, devem manter o rumo.A receita é ter bom senso? Creio que experiência. Tem gente que pensa que tem bom senso: dá algo para um filho e ao outro também para que ele não fique traumatizado. Está errado. Não existe país no mundo que promova um aluno que não estude. Nenhuma empresa quer no seu quadro de funcionários alguém que tenha espírito de aluno. Estamos educando mal e ensinando mal. Por que não queremos um profissional com espírito de aluno? Porque ele só trabalha no dia do pagamento.

Só estuda no dia da prova.0 que fazer quando a criança não obedece?Tem que falar uma vez só: "Se você brincar agora, vai perder o privilégio. Agora chega, você vai fazer o que precisa fazer: estudar, escovar os dentes, dormir". Não tem essa de faço e não acontece nada. É preciso que haja conseqüência para tudo o que a criança faz. Esse é o princípio básico de toda educação. Se a criança bate na outra, não tem como tirar a dor da outra. Mas aquele que bateu pode fazer o curativo em quem bateu. Da próxima vez, se bater de novo, vai fazer outro curativo. Se quebrou uma coisa, trate de arrumar o que quebrou. Não é o pai que vai arrumar. Em uma pesquisa feita recentemente e apresentada em um congresso de professores, revelou-se que 25% das agressões sofridas pelos professores vinham dos pais. Que tipo de educação esses pais estão dando para os filhos? A educação tem que ser um projeto racional e não emocional. 0 pai tem o poder de mudar o futuro do Brasil, preparando o filho para receber o pais que estamos deixando para ele.

Entenda a diferença de aprendizado entre meninas e meninos!




Um professor fazendo uma explicação a uma classe mista de alunos. De repente, o professor escuta conversas. Ele interrompe sua explicação, exige silêncio e emenda uma bronca na classe.O professor agiu corretamente?Depende. Se os conversadores fossem rapazes, assim como os outros alunos, ele agiu acertadamente. Os rapazes, quando conversam, não conseguem prestar atenção no professor. Ou prestam atenção na conversa ou no professor. O professor também se atrapalha na sua explicação. Ou explica ou escuta. O cérebro masculino executa uma coisa de cada vez. Agora, a bronca na classe toda, isto é para mostrar quem manda naquele território...Na mesma situação, na mesma classe, mas agora é uma professora que explica. Ela não se incomoda com as conversas paralelas, portanto não interrompeu a sua explicação nem deu bronca em ninguém.A professora agiu corretamente?Depende. Se quem conversava eram os rapazes, ela fez mal em não exigir silêncio deles, pois, com certeza, eles não estariam prestando atenção na explicação. Mas se fossem garotas, elas conseguiriam manter a atenção na explicação da professora e ainda fazer comentários paralelos sobre a roupa, sapatos, óculos que ela estivesse usando e comparar com o que ela usou "outro dia"... Para que dar bronca na classe, se ela não está incomodada com as conversas paralelas e nem querendo mostrar quem manda lá? Para ela basta cumprir a sua parte e não mostrar autoridade.Um homem volta para casa. Ele precisa descansar. Então liga a TV e assiste a um jogo de futebol, a filmes de luta, briga ou guerra, a uma corrida de F1. Prefere ficar sozinho, em frente à telinha com jogos de computador. É a versão moderna do jurássico caçador cheio de testosterona.Uma mulher volta para casa. Ela também precisa descansar. Então liga para uma amiga, se possível, encontra com ela, liga a TV para assistir a uma novela enquanto conversa com a empregada ou a um filme de amor, lê um romance, cuida da casa. São os jurássicos hormônios estrogênio e progesterona do relacionamento.Hoje há homens assistindo novelas e mulheres indo a estádios de futebol. Estarão degenerando os gêneros a que pertencem? Muito propícia a comemoração de 200 anos do nascimento de Charles Darwin. Ele pôs em confronto a sua criação, o evolucionismo, com o criacionismo da Bíblia. Darwin afirmou na sua Teoria da Evolução publicada no seu livro "A Origem das Espécies": "há uma seleção natural ao longo das eras e sobrevive quem conseguir se adaptar às mudanças". O mundo está mudando. A sobrevivência não depende mais da força física, mas da capacitação profissional. O homem era melhor do que a mulher na matemática, na orientação espacial, na força física, atributos de um exímio caçador. Hoje ele precisa saber também se comunicar e se relacionar com outras pessoas.A mulher cuidava das crianças, usava todos os sentidos para perceber se um filho estava bem ou não. Sua capacidade relacional e afetiva eram atributos necessários para a perpetuação da espécie, e continuam sendo. Hoje ela precisa saber também dirigir carros e empresas, e suas áreas responsáveis pelas ciências exatas já estão sendo estimuladas.Biologicamente as diferenças já existentes deverão permanecer, mas funcionalmente tanto o masculino quanto o feminino terão muito mais áreas em comum diminuindo bastante estas clássicas diferenças: masculino é bom nas exatas e feminino nas humanas.

Içami Tiba

Quanto mais o tempo passa, mais convicto fico de que éramos mais felizes há 20 ou 30 anos atrás. Não tínhamos toda essa facilidade que pipoca ao nosso lado, dia-a-dia.A televisão era preto e branco e ficávamos em êxtase, aos sábados, assistindo a sessão da tarde com suas séries fantásticas. O matiné do Cisne, do Avenida, do Municipal era o programa do domingo, que a maioria fazia uma vez ao mês e onde a gurizada aproveitava para trocar seus gibis ou aquelas figurinhas que estavam em duplicidade e dar aquela olhada para a menina dos seus sonhos sem ter por perto o professor ou a mãe da garota.Nos nossos bolsos, trazíamos apenas os trocados para a entrada e os mais afortunados, também para o sorvete ou para a pipoca.Éramos, sem dúvida alguma, muito mais felizes. Não precisávamos nada mais do que isso para nos sentir privilegiados. Não importava se tivéssemos que usar a velha e surrada "conga" ou um "kichute" já desgastado pelas "peladas" nas quadras do Missões, do Polivalente ou do "Industrial".Telefone então! Raro era o guri com 15, 16 anos que já tivesse falado num. Piscina era coisa para quem fosse muito rico ou sócio do Galerno. Nossos finais de semana resumiam-se a essas coisas e já estávamos mais que felizes, com o churrasco no almoço de domingo, onde era certo que haveria vários copos de "Q-Suco" ou até mesmo de Grapete ou Minuano Limão.A gurizada criada com mais liberdade, tinha o privilégio de jogar bola ou bolita nas tardes domingueiras, desde que antes das 18 horas, já estivessem de banho tomado e com os temas em andamento, coisa sagrada para qualquer estudante. Isto valia também para as gurias, que ao contrário da piazada, limitavam-se ao matiné eventualmente e as visitas, que a maioria detestava, aos parentes, mas éramos felizes.Não importava o quanto era difícil encontrar nos velhos livros da Biblioteca Municipal, aquele assunto determinado pelo professor. Para nós era uma oportunidade ímpar de sair das quatro paredes. Íamos como quem vai a uma festa. Nos debruçávamos sobre os livros e líamos para depois fazer a síntese do assunto determinado e ai daquele que simplesmente copiasse. O Professor não tinha dúvidas e nem compaixão. Era zero na certa.Fazíamos com cuidado para não receber além da nota baixa uma reprimenda por plágio ou simples cópia, tudo a mão, em letra legível, na velha e boa folha de almaço e se sobrasse algum tempinho, dávamos uma escapada até a Rio Branco e ficávamos espiando o doutor Garibaldi jogar tênis, já que o dinheiro não era suficiente para o guaraná no Copacabana.O retorno era em grupos de 4 ou 5. Como a grande maioria morava na Zona Norte, seguíamos pela Marechal, entravamos na 22 de Março e passávamos no Armazém do "Tuta" Pagliarini que ficava na Antunes, logo abaixo do Missões, e ali ficavam os últimos trocados daqueles mais econômicos, tudo em picolé.Não nos fazia falta toda essa tecnologia que disponibilizam hoje em dia e que na verdade acaba por nos tornar reféns dela. Éramos felizes sem ter no bolso um telefone, sem ter ao alcance de um simples toque, todo um universo de informações que a "internet" coloca a nossa frente num piscar de olho.Éramos mais felizes respondendo as provas impressas no velho e "cheiroso" mimeógrafo a álcool. Nos contentávamos com uma ou duas horas de televisão ao dia, isso se conseguíssemos sintonizar a TV Gaúcha canal 12.Crescíamos assim. Felizes!Para sabermos, necessitávamos de leitura e líamos muito. Era comum encontrar adolescente com 12, 13 anos, que já haviam devorado toda a obra de Machado de Assis, Jorge Amado, José de Alencar e muitos outros.Nossos "grandes" sonhos de consumo, limitavam-se a conhecer o Planetário em Santa Maria, uma viagem para Porto Alegre, coisa que poucos podiam se dar ao luxo de ir, para ver um jogo do time do coração. E a excursão do final do ano? Essa sim! Ir numa delas era simplesmente chegar ao topo. Conquista que poucos alcançavam.E os presentes então! Geralmente era roupa, - assim no singular, uma camisa ou uma calça, comprada nas Casas Pernambucanas ou na Algodoeira, escolhida com um único critério, durabilidade! Tínhamos que nos contentar com as escolhas, quase sempre contrárias ao nosso gosto.Hoje não! Independente da classe social, opinião de pais ou dos "mais velhos", só é ouvida por educação, isso quando ouvem, porque a grande maioria nem mesmo isso. Pais, professores, irmãos mais velhos, todos são considerados ultrapassados e isso significa, também, sem direito a opinar.Presentear essa moçada é uma verdadeira aventura. Raramente conseguimos escolher o CD certo ou o modelo de celular que esteja no top da semana. É isso mesmo, da semana, pois as coisas acontecem com tanta rapidez, que não se pode comprar nada com muita antecedência, - corre-se o risco de na hora de dar o presente, você pagar o maior "mico" ao ouvir do presenteado que esse modelo ele já aposentou no mês passado.E a roupa! Não tente dar de presente esse artigo, a não ser que conheças profundamente a pessoinha. Com a facilidade do cartão de crédito, as modalidades de crediário e a grande variedade de opções, fizeram com que eles - a moçada, se tornassem verdadeiros modelos. Vestem-se de acordo com o padrão "Global", por mais ridículo que isso possa parecer e não possuem só algumas "mudas de roupa", como era na nossa época. Seus roupeiros é de dar inveja a qualquer figurinista. Nele se encontra de tudo um pouco. O das gurias está repleto de pequenas peças, todas parecendo menores que a pessoa que irá usar, já o dos guris, ao contrário do das gurias, se resume a várias bermudas, todas maiores que uma bombacha, grandes camisetas que poderiam muito bem se transformar em barracas de acampamento e grandes pares de tênis, que eles usam com os cadarços desamarrados, sabe-se lá como.E tudo isso para que?Converse com alguém com 15, 16 anos, e se tiveres sorte e conseguires emplacar um diálogo intelegível, "tipo assim...", você só ouvirá reclamações. Estão todos "entediados", descontentes, querendo mais e mais... Contentá-los é qualquer coisa entre o impossível e o surreal. Faça um teste! Fique ouvindo o que eles conversam por alguns minutos, se seus ouvidos aguentarem, e verás que a nossa língua está fadada ao insucesso, tal é a forma com que eles a maltratam...E nós, alijados de qualquer ação, assistimos a tudo, meio atônitos, sem saber bem o que está acontecendo.Quero de volta todo o pouco que tivemos.Eu era muito mais feliz quando saia e ao encontrar um brigadiano, procurava andar com muito cuidado, porque ali estava uma autoridade que me protegia e punia aos malfeitores e os meninos bagunceiros. Quero poder ouvir com mais freqüência a frase "Sim senhor!", já tão escassa no nosso dia-a-dia. Quero voltar a ter medo apenas do resfriado, quando durmo com a janela aberta.Quero um grande sorriso, quando eu der um abraço de reconhecimento e não a expectativa de um grande presente por uma obrigação executada. Hoje é assim! Poucos são os que se sentem devidamente recompensados com um fraterno abraço. Mais vale um CD do momento que um beijo paternal.Quero de volta a conversa franca do olho no olho, onde um aperto de mão selava um compromisso inabalável. Quero poder reencontrar a confiança total em todos aqueles que me cercam. Quero que guris e gurias, sejam guris e gurias e não assaltantes, estupradores e prostitutas e principalmente não quero mais ouvir essa frase medonha e nefasta, - os tempos são outros, - última alternativa dos irresponsáveis e inconseqüentes.O tempo até pode ser outro, mas os valores são os mesmos. Não foi suprimido o respeito, a dignidade, o caráter. Não se decretou que meninas de 12 ou 13 anos, que mal saíram das fraldas, devam fazer sexo, fumar maconha, só porque isso se tornou moda nos grandes centros, já decadentes e sem rumo, do País ou porque isso é tratado por pseudos intelectuais, com a maior naturalidade em horário nobre da televisão.Invadem nosso mundo e "estupram" a inocência de nossos filhos com falsas facilidades, destruindo nossa cultura, atropelando nossas benditas diferenças regionais e culturais, construídas ao longo dos séculos.Quero poder novamente ver na televisão aquelas enfadonhas séries maniqueístas, na luta permanente contra o mal e não a apologia ao descaramento, ao sexo fácil, a competição entre quem "transa" mais rápido com o professor, ou quem beijará mais rapazes e moças no recreio da escola e o pior de tudo isso, com a conivência de mães e pais que, para se eximirem das conseqüências, limitam-se a colocar alguns preservativos na bolsa dos seus filhos. Todos, pais e mães, verdadeiros crápulas incestuosos. Melhor seria que tivessem sido impedidos de procriar.Tenho certeza que, quem ama realmente seus filhos, deveria dizer com mais freqüência a palavra não. Alias o "não" nesse caso, quando dito pela boca de um pai ou uma mãe, deveria ser sinônimo de amor.E pensar que bastava para a gurizada um dia de sol e uma bola, ou para as gurias uma simples revista "Capricho" com uma fotonovela, para se sentirem felizes.Em 2009, cuidemos mais dos nossos filhos. Sejamos mais pais e mães e menos seres provedores. Antes de sermos amigos de nossos filhos, somos pais. E pais distinguem-se dos amigos exatamente por um detalhe, é deles a responsabilidade de formar cidadãos para a vida.

1 de março de 2009

PROFISSÃO: Mãe!?



Há alguns meses, quando pegava as crianças na escola, percebi que uma mãe se aproximara de uma amiga que conhecia bastante. Estava chateada e muito indignada.
Sabe o que você e eu somos ? – lhe perguntou, e antes que a amiga pudesse dar-lhe uma resposta, que na verdade não sabia qual era, ela mesma respondeu. Parece que vinha de uma repartição onde tinha ido renovar sua carteira de motorista. Quando o funcionário que anotava os dados lhe perguntou qual era a sua ocupação, ela não soube responder.
Ao perceber isto, o funcionário lhe disse: - “ao que me refiro é se a Sra. trabalha ou é simplesmente uma... ?” “Claro que tenho trabalho, lhe contestou, sou uma mãe!”.
E o atendente lhe respondeu: - “não posso por mãe como opção, vamos colocar dona de casa.”.Foi a resposta enfática do funcionário.
A amiga havia esquecido por completo a história, até que um dia, se passou exatamente o mesmo com ela. A funcionária era obviamente uma mulher executiva, eficiente, elegante, e tinha uma cartela sobre sua mesa onde estava escrito:“Interrogadora Oficial”:
- “Qual sua ocupação ?” ela perguntou.
Como ela iria responder ? As palavras simplesmente começaram a sair de sua boca:- “Sou uma Investigadora Associada no Campo do Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas.”
A funcionária deteve a caneta que ficou congelada no ar, e olhou para a mãe como se não estivesse escutado bem.Repetiu o título lentamente, pondo ênfase nas palavras mais importantes. Logo, observou assombrada como seu pomposo título era escrito em tinta negra no questionário oficial.- “Permita-me perguntar-lhe”, disse a funcionária com ar de interesse, que é o que exatamente você faz no campo de pesquisa ?
Com uma voz muito calma e pausada, se ouviu sua resposta.- “Tenho um programa contínuo de investigação (que mãe não o tem?) no laboratório e no campo (normalmente se costuma dizer 'dentro' e 'fora' de casa). Estou trabalhando no meu doutorado (a família completa) e já tenho 4 créditos (todas as suas filhas). Evidente que o trabalho é um dos que mais demanda tempo no campo de humanidades (alguma mãe está em desacordo ?) e usualmente trabalho umas 14 horas diárias (em realidade são mais, algo como 24 horas !). Porém, o trabalho tem muito mais responsabilidades que qualquer trabalho simples, e as remunerações, mais que somente econômicas, também estão ligadas à área da satisfação pessoal.”
Podia-se perceber uma crescente atitude de respeito na voz da funcionária, enquanto completava o formulário. Uma vez terminado o processo, se levantou da cadeira e pessoalmente acompanhou a “Investigadora” à porta.
Ao chegar em casa, emocionada por sua nova carreira profissional, saíram a recebe-la 3 de suas “cobaias” do laboratório, de 13, 7 e 3 anos de idade. Do alto, ela podia escutar a seu novo modelo experimental do programa de crescimento e desenvolvimento infantil (de 6 meses de idade), provando um novo padrão de vocalização.
Sentia-se triunfante !
Havia vencido a burocracia.
Havia entrado nos registros oficiais como uma pessoa mais distinguida e indispensável para a humanidade que somente “uma mãe a mais”.
A maternidade... que profissão mais brilhante. Especialmente quando tem um título na porta.

As diferentes imagens de uma mãe:
4 anos de idade... Minha mamãe pode fazer qualquer coisa.

8 anos de idade... Minha mamãe sabe muito ! Um montão !

12 anos de idade... Minha mãe não sabe absolutamente tudo !

14 anos de idade... Naturalmente, mamãe tampouco sabe isto !

16 anos de idade... Minha mãe ? Ai ! é tão antiquada !

18 anos de idade... Esta velha? Está totalmente fora de época !

25 anos de idade... Bem, pode ser que saiba algo a respeito.

35 anos de idade... Antes de decidir, porque não pedimos a opinião da mamãe ?

45 anos de idade... Me pergunto, que haveria pensado mamãe a respeito ?

65 anos de idade... Oxalá pudera comenta-lo com minha mamãe...

Manual das Famílias Felizes!


- Lar, doce lar? Às vezes as relações de convivência estão mais próximas do vinagre que do açúcar e do afeto. Nenhuma família é um recôndito de paz as 24 horas do dia. De fato, nenhum ambiente onde convivam estreitamente dois ou mais seres humanos pode sê-lo, pelas diferentes formas de se encarar a vida.
No entanto, existem algumas formas de se preservar o afeto, a alegria e a satisfação nas relações mais intensas e ao mesmo tempo mais difíceis, mas também gratificantes e enriquecedoras que mantemos em nossa existência: as que temos com nossos parentes mais próximos.
Na família convém não haver "vencedores ou vencidos", porque, segundo um velho provérbio, "a melhor vitória é aquela na qual ganham todos". A "chave mágica" para consegui-la tem três pilares: harmonia, equilíbrio e comunicação.
- Trate seus parentes como amigos.
Evite reservar sua parte mais sombria - suas queixas, cansaço, impaciência, maus momentos - para dedicá-la àqueles que mais ama.
As relações familiares, assim como as existentes entre amigos, devem ser cultivadas e regadas com respeito, tolerância, demonstrações de afeto e alegria compartilhada. No início pode parecer um pouco difícil dizer o quanto se gosta de uma pessoa, com palavras ou por meio de pequenos gestos.
- Desligue a televisão enquanto come.
A telinha desempenha uma atração quase hipnótica, que em algumas ocasiões faz com que a vejamos como marionetes, sem nos importar com a programação.
A menos que se trate de um programa interessante, é importante apagá-la e aproveitar esses momentos para brincar com seus filhos e o marido e mostrar ainda mais envolvimento na vida familiar.
Não é melhor aproveitar quando todos estão à mesa para falar e compartilhar experiências ou sobre o que aconteceu ao longo do dia, em vez de todos assistirem à televisão como marionetes?
- Preveja os momentos de irritação e mantenha a calma
Em vez de deixar-se levar pela ira, pelo ego ferido ou outras justificativas mesquinhas, que te afastam da real importância de um determinado assunto, procure manter-se centrado na solução, com serenidade e firmeza.
Se você percebe que está sendo levado pela impulsividade, pise no freio, respire profundamente e volta a buscar soluções e saídas, em vez de ficar obsessivo com o problema.
Discutir "em família" as diferentes opções para se sair do atoleiro, é um exercício que dá resultados surpreendentes.
- Peça perdão e tente entender
Em todas as relações próximas e contínuas é fácil "ferir o outro", sem que depois desculpas ou pedidos de perdão bastem. É preciso colocar-se no lugar da outra pessoa para compreendê-la.
- Alguns erros que todos devem evitar:
Recorrer a agressões ou ameaças, revirar o passado, fazer promessas que não podem ser cumpridas, tentar solucionar a vida dos demais, falar em vez de ouvir, dizer as coisas por meio de terceiros, punir alguém por dizer a verdade, querer ter sempre a razão. Se você evitar esses comportamentos e atitudes, sua vida familiar começará a funcionar com menos conflitos e atritos.


Meias perdidas - Um dos fenômenos mais estranhos que ocorrem em casas com muitas crianças
Um dos fenômenos mais estranhos que ocorrem em casas com muitas crianças, sobretudo agora no Inverno é... o fenômeno das meias.........
De vários formatos, cores, bonecos, padrões, chega sempre uma altura do mês em que as meias ganham vida própria e desaparecem, ou aparecem nos lugares mais impróprios ou menos insuspeitos...
Muitas vezes é de manhã cedo que estas peripécias acontecem, sublinhadas com resmungos mais ou menos ofendidos:
- Ó mãe, estas são meias de menina!!!
- Pai, não tenho meias para calçar.....
- Onde estão as minhas meias amarelas??????
Curiosamente, as meias sem par começam a multiplicar-se no cesto da roupa lavada, provocando crises de nervos às empregadas e aos pais aflitos em "horas de ir levar os meninos à escola", ameaçando invadir a casa toda e levantando muitas vezes um questão digna do mais subtil detective: Afinal onde param as meias que faltam ?????
Uma amiga minha, mãe de quatro filhos como eu, diz que tem uma máquina de lavar roupa voraz que de vez em quando "engole" as meias...mas cá para mim, as meias têm é vida própria e de vez em quando resolvem pregar umas partidinhas aos seus pequenos utilizadores, escondendo-se durante semanas em lugares inacessíveis, para fugirem à sobrecaraga de trabalho....
Esta é pelo menos a teoria da minha filha mais velha, ao ser confrontada com a tarefa ciclópica que periodicamente se repete lá em casa:
- Meninos! Hoje vamos todos organizar este saco de meias!!!!!!!.....

O nó do afeto




Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças.
Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.
E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.
Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.
E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?

BR 101, até quando?


Quem viajou neste verão para Santa Catarina, pela BR 101, com certeza viu essa imagem muita vezes pelo caminho e cansou de ler "Fim do trecho duplicado a 100m", entre trecho duplicados, buracos e barreiras pelo caminho seguimos todo rumo ao paraíso das praias de nosso estado vizinho. Eu pelo menos viajo uma vez por ano pra lá e constatar que um ano depois quase nada mudou é uma decepção que aumenta a cada curva.Como será que vai estar a estrada no verão de 2010?

Casos de crianças forçadas a casar

Empurradas para o altar
Casos de meninas forçadas a se casar com homens muito mais velhos são comuns no oeste e no leste da África e no sul da Ásia
Ela tem idade para brincar com bonecas. Mas, aos nove anos, uma menina saudita da cidade de Anidh se viu forçada a deixar a infância de lado para assumir um papel que não deveria ser seu: o de mulher de um homem com mais de 50 anos. Nem mesmo o apelo da mãe da garota sensibilizou a Justiça do país, que validou o casamento. A história, que ganhou as páginas dos jornais de todo o mundo há duas semanas, está longe de ser um caso isolado.Dados da Usaid, a organização de ajuda internacional do governo americano, são assustadores: cerca de 51 milhões de crianças são transformadas em noivas no mundo, a maioria delas no oeste e leste da África e no sul da Ásia. A Nigéria é o país com o maior número de casamentos envolvendo crianças e adolescentes: 77% das noivas tinham menos de 18 anos.Na Grã-Bretanha, onde há um órgão do governo que cuida especificamente desse assunto, cerca de 400 casos de casamento forçado são acompanhados por ano, e há uma ampla campanha de conscientização sobre o problema. No mês de fevereiro, uma ordem da Justiça britânica impediu que uma jovem de 22 anos de origem asiática fosse levada ao Paquistão pelo pai, onde se casaria contra a sua vontade.No ano passado, a história de uma menina iemenita de apenas oito anos também comoveu o mundo. Nojud Mohammed Ali foi forçada pelos pais a se casar com um homem 20 anos mais velho do que ela.– Disseram que eu ficaria em casa até completar 18 anos. Uma semana depois, meus pais me obrigaram a viver com meu marido – relatou.Ela era forçada a manter relações sexuais com o marido depois que ele a espancava. Cerca de dois meses depois, conseguiu o divórcio na Justiça.
Para o seu filho ler:
No Brasil, a gente só casa com quem quiser e quando quiser.
Outros países, porém, como a Arábia Saudita e o Afeganistão, ainda mantêm costumes antigos.
Lá, muitas vezes é o pai quem escolhe com quem a filha ou o filho vai se casar.
Às vezes, são os líderes do vilarejo que decidem.
Em alguns lugares, também é comum as meninas serem forçadas a casar muito cedo, quando ainda são crianças.
Zero Hora- 01-03-09

8 de fevereiro de 2009

A voz do Silêncio


Pior do que a voz que cala, é um silêncio que fala. Simples, rápido! E quanta força! Imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis,pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.

Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse,esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,depois de uma discussão.

O perdão não vem, nem um beijo,nem uma gargalhadapara acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisasque a gente não quer ouvir,pois ao menos as palavras que são ditasindicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamentoarticulam argumentos,expõem suas queixas, jogam limpo.

Já o silêncio arquiteta planosque não são compartilhados.

Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,ouvimos um dos dois gritar:"Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!"É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro.

É claro que há muitas situaçõesem que o silêncio é bem-vindo.Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua,o silêncio é um bálsamo.

Para a professora de uma creche,o silêncio é um presente.Para os seguranças de um show de rock,o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,quando a relação é sólida e madura,o silêncio a dois não incomoda,pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba, é aquele que fala.E fala alto.É quando ninguém bate à nossa porta,não há emails na caixa de entradanão há recados na secretária eletrônicae mesmo assim, você entende a mensagem.

Martha Medeiros

Faz de Conta


Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO.
Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.
Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.
Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.
Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.
Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.
Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.
Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.
Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy:FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.

Martha Medeiros

O Contrário do Amor


O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros